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sábado, 25 de setembro de 2010

O Mandamento do Amor

Cristianismo não é só olhar para cima. É também olhar para os lados. Amar a Deus e amar o próximo. São as lições que colhemos no evangelho.

E quem é o meu próximo? Esta foi a pergunta do mestre da lei. Jesus respondeu com uma pergunta: Quem foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes? Quem é o meu próximo já sabemos: é quem está sofrendo, quem está marginalizado, quem vive em situação de desprezo e humilhação. O negócio não é tanto saber quem é o meu próximo. O próximo é o assaltado, prostrado na estrada. É fácil identificá-lo. O importante são os gestos pelos quais me torno próximo de quem está sofrendo. Sou que eu preciso ser próximo dele ou dela.

O cuidado com os pequenos e sofredores – como o próximo – tem um porquê, uma explicação: o amor de Deus. Na parábola do bom samaritano, o mestre da lei lembrou bem o que a Bíblia ensina: “Amarás ao Senhor teu Deus, de todo coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças, com toda a tua inteligência. E ao próximo, como a ti mesmo”. O amor radical a Deus expressa-se no amor aos semelhantes, ao próximo. Amor a Deus sobre todas as coisas, como reza o primeiro mandamento da Lei de Deus. “De todo coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças, com toda a tua inteligência”, como diz o Livro do Deuteronômio. “E amor ao próximo, como a si mesmo”, completa o livro sagrado.

Não dá para separar o amor a Deus do amor ao próximo. O cuidado para com os humilhados é uma consequência do amor que temos para com Deus. Não é só dar uma esmola, fazer um favor, dar uma ajuda. É que isto pode ser uma expressão do amor que temos pelos irmãos. Amor ao próximo. O nosso amor a Deus, incondicional, radical, nos leva a amar e respeitar os outros. Não dá para voltar-se para Deus com todo o coração e toda a alma, e esquecer o irmão ao meu lado ou perto de mim. Quanto mais me aproximo de Deus, mais tenho compaixão dos sofredores, mais comprometido me sinto com a sorte dos menos favorecidos.

E o que devemos aos outros? Ajuda, defesa, apoio, perdão, partilha e muito mais. Mas, o bem mais precioso que podemos comunicar aos outros é a nossa fé e a nossa comunhão com Deus. Somos herdeiros da vida eterna: este é o bem maior que desejamos partilhar com outras pessoas. Porque as pessoas não precisam só de comida e justiça social. Precisam também de sentido para viver, anseiam por felicidade, por plenitude. É que fomos criados à imagem e semelhança de Deus. Temos sede de infinito. Ter amor aos irmãos é por isso querer comunicar-lhes a vida plena que há em Deus, a felicidade que há na sua presença, o seu amor.

“Amarás ao Senhor teu Deus, de todo coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças, com toda a tua inteligência. E ao próximo, como a ti mesmo”. Amar a Deus. Amar o próximo. Como disse Jesus, este é o resumo da lei e dos profetas, a síntese de toda a vida cristã. O Senhor Jesus, o bom samaritano, nos ajude a viver o mandamento maior do amor.

  

Pe João Carlos Ribeiro, sdb

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Te Deum - Pe João Carlos, sdb

Eis aí tua mãe

E Nossa Senhora nos protege? Ah, se nos protege!... Pra começar ela é mãe. Mãe de Jesus e nossa. Na cruz ele disse ao discípulo: “Eis aí tua mãe”. E o que é que a mãe faz? Gerar é uma vez só. Mas velar, cuidar do filho, preocupar-se com ele, sofrer por ele, sacrificar-se por ele... é a vida toda. É isto que faz a mulher ser mãe. É mais do que gerar biologicamente. É amar, e assim gerar espiritualmente o filho.

E Maria é mãe. Mãe de verdade, mãe dos irmãos do seu Jesus, único gerado nas suas entranhas. Foi Jesus quem nos abriu as portas da Casa do Pai. Na Casa de tantas moradas, nos introduziu, resgatando-nos com o preço pago por sua própria morte na cruz. E é a própria cruz o lugar da maternidade espiritual de Maria. “Eis aí o teu fiho”. No tempo que ainda viveu na casa de seu novo filho João, ela amou cada discípulo e cada discípula de Jesus como filho ou filha. Amou, apoiou, aconselhou, ensinou tantas coisas. Abriu seu coração para narrar as grandes coisas que o Senhor fez na vida de sua humildade servidora.

Ah, ela levou a sério o testamento da cruz: “Mulher, eis aí teu filho”. E João também levou a sério o último pedido do Mestre: “Filho, eis aí tua mãe”. O jovem discípulo a levou para casa, cuidou dela, consolou-a, velou pela mãezinha do Mestre até o dia em que o Pai a chamou para tomar parte na glória de Jesus. E na glória, coroada como rainha do céu e da terra, a mãe da Igreja nascente continuou velando pela sua casa, pelos seus filhos, protegendo-os, confortando-os, acompanhando-os a cada passo. Se aqui a gente pode fazer alguma coisa pelos outros, mais ainda podemos realizar ao lado do trono daquele que É e tudo pode.

É assim que cada filho pode testemunhar hoje que experimenta cada dia o carinho e a proteção da Senhora mãe de Jesus e nossa. Foi assim que filhos humildes e santos falaram dela: um João Bosco ensinando seus meninos a invocá-la como Auxiliadora; um Domingos, ensinando o povo a honrá-la como rosário; um José Keneth inflamando as famílias cristãs a confiarem na mãe e rainha três vezes admirável; as crianças de Fátima apontando-a como consolo dos pecadores; Luiza de Marilac falando de sua proteção milagrosa; tantos, tanta gente... testemunhando que esta mãe está sempre por perto, protegendo, abençoando, auxiliando seus filhos e filhas neste vale de lágrimas.

E Nossa Senhora nos protege. Ora, se nos protege... Quem já viu uma mãe ficar de braços cruzados quando vê seus filhos sofrendo, angustiados ou em situações difícieis. A única diferença é que esta mãe não nos assiste impotente. Ela está ao lado de quem tudo pode e para quem um simples olhar seu já é ordem. Não só porque ele, o filho, é o próprio Deus, mas também porque verdadeiramente ama sua mãe santa e nos ama, a nós pecadores, seus irmãos e irmãs. Maria, nossa mãe, verdadeiramente nos protege.



Pe João Carlos Ribeiro, sdb

Consagração - Pe João Carlos, sdb

sábado, 28 de agosto de 2010

Hino de Dom Bosco - Caetés



1. O começo foi difício todos lembram. As semente, nossos grupos, sempre boas.
Nossa Igreja foi crescendo florescente, viva Deus que nos sustenta e abençoa (2x)

E quando elegemos pra nós um modelo, um grande cristão
ganhamos Dom Bosco, mais que um padroeiro,
um bom companheiro, um pai, um irmão. (2x)

2. Nos encontros, caminhadas, catequeses, celebramos nossa fé no Deus da vida
Comparando a nossa vida com o Evangelho. Viva o Espírito de Deus que nos inspira! (2x)

3. Nossa luta contra o lixo todos lembram; nasce morta a fé que nada realiza
É o que a gruta da Senhora representa. Viva a Mãe de Deus e nossa Mãe querida! (2x)

4. A saudade é também nossa companheira, é presença do irmão que já partiu;
Sua lembrança é brisa leve que peleja. Cada irmão é um dom de Deus em nossa vida (2x)


Letra e Música: Pe João Carlos Ribeiro, sdb

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