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terça-feira, 26 de outubro de 2010

As glórias da Virgem Maria segundo as Escrituras

Muitas e grandiosas são as glórias de Maria Santíssima, pelas quais não cessam de propagar e cantar seus louvores todos os seus servos. Não apenas os anjos e santos nos céus, mas também nós os pecadores glorificamos com confiança todos os dias a tão excelsa mãe. Não podia, portanto, a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, calar-se a respeito da mais sublime de suas criaturas. Apresentaremos um pequeno resumo de como as Sagradas Escrituras exaltam e testemunham às glórias de Nossa Senhora.


“Entrando o anjo disse-lhe: ‘Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo’” (Lc 1, 28)

Eis aqui, proclamado pelo próprio anjo Gabriel o privilégio extraordinário da Imaculada Conceição de Maria e sua santidade perene. Quando a Igreja chama Maria de “Imaculada Conceição” quer dizer que a mesma, desde o momento de sua concepção foi isenta - por graça divina - do pecado original. Se Maria Santíssima tivesse sido gerada com o pecado herdado de Adão ou tivesse qualquer pecado pessoal, o Arcanjo Gabriel teria mentido chamando-a de “cheia de graça”. Pois, onde existe esta “graça transbordante” não pode coexistir o pecado. Por isso, esta boa Mãe é também chamada pelos seus servos de “Santíssima Virgem”. Os santos ensinaram que não convinha a Jesus Cristo, o Santíssimo, ser gerado e nascer de uma criatura imperfeita. Como podia o Santíssimo Deus, Jesus Cristo ser depositado num receptáculo que não fosse digno dEle? Pois ele mesmo testemunha no Evangelho, que não se coloca vinho novo e bom em odres velhos e defeituosos (conf. Lc 5, 37). Eis porque o Criador elevou Maria, este “Vaso Insigne de Devoção” a tão grande santidade.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A Padroeira - Joana



Ó, Virgem Santa,
Rogai por nós, pecadores
Junto a Deus Pai
E livrai-nos do mal e das dores


Que todo homem caminhe
Tocado pela fé
Crendo na graça divina
Esteja como estiver

Abençoai nossas casas, as águas,
As matas e o pão nosso
A luz de toda manhã,
O amor sobre o ódio

Iluminai a cabeça dos homens,
Te pedimos agora
E que o bem aconteça
Nossa Senhora

Nossa Senhora Aparecida - 12 de Outubro

Com muita alegria nós, brasileiros, lembramos e celebramos solenemente o dia da Protetora da Igreja e das famílias brasileiras: Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

A história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida tem seu início pelos meados de 1717, quando chegou a notícia de que o Conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, Governador da Província de São Paulo e Minas Gerais, iria passar pela Vila de Guaratinguetá, a caminho de Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto (MG).

Convocados pela Câmara de Guaratinguetá, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves saíram à procura de peixes no Rio Paraíba. Desceram o rio e nada conseguiram.

Depois de muitas tentativas sem sucesso, chegaram ao Porto Itaguaçu, onde lançaram as redes e apanharam uma imagem sem a cabeça, logo após, lançaram as redes outra vez e apanharam a cabeça, em seguida lançaram novamente as redes e desta vez abundantes peixes encheram a rede.

A imagem ficou com Filipe, durante anos, até que presenteou seu filho, o qual usando de amor à Virgem fez um oratório simples, onde passou a se reunir com os familiares e vizinhos, para receber todos os sábados as graças do Senhor por Maria. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil.

Por volta de 1734, o Vigário de Guaratinguetá construiu uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. Mas o número de fiéis aumentava e, em 1834, foi iniciada a construção de uma igreja maior (atual Basílica Velha).

No ano de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da Virgem Maria para rezar com a Senhora "Aparecida" das águas.

O Papa Pio X em 1904 deu ordem para coroar a imagem de modo solene. No dia 29 de abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor. Grande acontecimento, e até central para a nossa devoção à Virgem, foi quando em 1929 o Papa Pio XI declarou Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil, com estes objetivos: o bem espiritual do povo e o aumento cada vez maior de devotos à Imaculada Mãe de Deus.

Em 1967, completando-se 250 anos da devoção, o Papa Paulo VI ofereceu ao Santuário de Aparecida a Rosa de Ouro, reconhecendo a importância do Santuário e estimulando o culto à Mãe de Deus.

Com o passar do tempo, a devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi crescendo e o número de romeiros foi aumentando cada vez mais. A primeira Basílica tornou-se pequena. Era necessária a construção de outro templo, bem maior, que pudesse acomodar tantos romeiros. Por iniciativa dos missionários Redentoristas e dos Senhores Bispos, teve início, em 11 de novembro de 1955, a construção de uma outra igreja, a atual Basílica Nova. Em 1980, ainda em construção, foi consagrada pelo Papa João Paulo ll e recebeu o título de Basílica Menor. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida Santuário Nacional, sendo o "maior Santuário Mariano do mundo".

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, rogai por nós!

História de Nossa Senhora Aparecida

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Nossa Senhora do Rosário - 7 de Outubro

Esta festa foi instituída pelo Papa Pio V em 1571, quando celebrou-se a vitória dos cristãos na batalha naval de Lepanto. Nesta batalha os cristãos católicos, em meio a recitação do Rosário, resistiram aos ataques dos turcos otomanos vencendo-os em combate.

A celebração de hoje convida-nos à meditação dos Mistérios de Cristo, os quais nos guiam à Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição do Filho de Deus.

A origem do Rosário é muito antiga, pois conta-se que os monges anacoretas usavam pedrinhas para contar o número das orações vocais. Desta forma, nos conventos medievais, os irmãos leigos dispensados da recitação do Saltério (pela pouca familiaridade com o latim), completavam suas práticas de piedade com a recitação de Pai-Nossos e, para a contagem, o Doutor da Igreja São Beda, o Venerável (séc. VII-VIII), havia sugerido a adoção de vários grãos enfiados em um barbante.

Na história também encontramos Maria que apareceu a São Domingos e indicou-lhe o Rosário como potente arma para a conversão: "Quero que saiba que, a principal peça de combate, tem sido sempre o Saltério Angélico (Rosário) que é a pedra fundamental do Novo Testamento. Assim quero que alcances estas almas endurecidas e as conquiste para Deus, com a oração do meu Saltério".

Essa devoção, propagada principalmente pelos filhos de São Domingos, recebe da Igreja a melhor aprovação e foi enriquecida por muitas indulgências. Essa grinalda de 200 rosas - por isso Rosário - é rezado praticamente em todas as línguas, e o saudoso Papa João Paulo II e tantos outros Papas que o precederam recomendaram esta singela e poderosa oração, com a qual, por intercessão da Virgem Maria, alcançamos muitas graças de Jesus, como nos ensina a própria Virgem Santíssima em todas as suas aparições.

Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

Como rezar o Rosário / Terço?

SINAL DA CRUZ
Pelo sinal da santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos.
Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.


OFERECIMENTO DO ROSÁRIO/TERÇO
Divino Jesus, nós Vos oferecemos este rosário (terço) que vamos rezar, meditando nos mistérios da nossa Redenção. Concedei-nos, por intercessão da Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, as virtudes que nos são necessárias para bem rezá-lo e a graça de aproveitar dessa meditação e encontro fraterno para uma sincera conversão e renovação de vida. Amém.

Na Cruz, reza-se o Credo.

Segue-se com o primeiro Pai Nosso e três Ave-Marias

Ave Maria, Filha de Deus Pai: Ave Maria...

Ave Maria, Mãe de Deus Filho: Ave Maria...

Ave Maria, Esposa do Divino Espírito Santo: Ave Maria...


Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo. Assim como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ó meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o Céu e socorrei principalmente as que mais precisarem.

A cada mistério reza-se: 1 Pai Nosso (Contas maiores), 10 Ave-Marias (Contas menores), 1 Glória ao Pai... Ó meu Jesus...

MISTÉRIOS GOZOSOS (segunda-feira e sábado)
1. Anunciação do Anjo Gabriel a Maria;
2. Visita de Maria à sua prima Isabel;
3. Nascimento de Jesus em Belém;
4. Apresentação de Jesus no Templo e Purificação de Maria;
5. Encontro de Jesus no templo entre os doutores da Lei.

MISTÉRIOS LUMINOSOS (quinta-feira)
1. Batismo de Jesus no rio Jordão;
2. Auto-revelação de Jesus nas Bodas de Caná;
3. Jesus anuncia o Reino de Deus, com o convite à conversão;
4. Transfiguração de Jesus;
5. Instituição da Eucaristia;

MISTÉRIOS DOLOROSOS (terça e sexta-feira)
1. Agonia de Jesus no Horto das Oliveiras;
2. Flagelação de Jesus;
3. Jesus é coroado de espinhos;
4. Jesus carregando a Cruz (Subida dolorosa ao Calvário);
5. A Crucificação de Jesus.

MISTÉRIOS GLORIOSOS (quarta-feira e domingo)
1. A Ressurreição de Jesus;
2. Ascensão de Jesus nos Céus;
3. A descida do Espírito Santo sobre os apóstolos (Pentencostes);
4. A Assunção de Maria aos Céus;
5. Coroação de Maria, como Rainha dos Céus.

AGRADECIMENTO
Infinitas graças Vos damos, Soberana Rainha, pelos benefícios que todos os dias recebemos de Vossas mãos liberais. Dignai-Vos, agora e para sempre, tomar-nos debaixo do Vosso poderoso amparo e para mais Vos implorar Vos saudamos com uma Salve Rainha.

Reza-se a Salve Rainha
Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A Origem da Oração Salve Rainha

A “Salve Rainha” é uma da orações mais populares entre os católicos. De tão repetida, é rezada às vezes, de forma maquinal, sem que se sinta da profunda emoção que a percorre do princípio ao fim. Por isso, para recuperar toda sua vibração original, pode ser útil analisar, uma por uma, as estremecidas palavras que a conformam.

Quem compôs esta prece tinha uma experiência muito viva das misérias da vida humana. Nesta prece “bradamos” como “degredados”, “suspiramos gemendo e chorando”, vemos o mundo como “um vale de lágrimas”, como um “desterro”… Entretanto, essa melancólica visão da vida acaba dissolvendo-se num sentimento de doce esperança que a ultrapassa e domina. Com efeito, se ao considerar a condição humana, o autor da prece só vê motivos de tristeza, ao fixar sua atenção naquela a quem a dirige, mostra-se animado por um horizonte de expectativas reconfortantes e consoladoras, pois ela, a Virgem Maria, é “mãe de misericórdia”… “vida, doçura, esperança”… “advogada” de “olhos misericordiosos”…

Captaremos melhor o estado de ânimo de que brotou esta comovente oração se lembrarmos quem a compôs e em que circunstâncias. Ela é atribuída ao monge Herman Contrat que a teria escrito por volta de 1.050, no mosteiro de Reichenan, na Alemanha. Eram tempos terríveis aqueles na Europa central: sucessivas calamidades naturais, destruindo as colheitas, epidemias, miséria, fome e morte por toda parte… e, como não se bastasse, a ameaça contínua dos povos bárbaros do Leste que invadiam os povoados, saqueando e matando, destruindo tudo, inclusive igrejas e conventos… Frei Contrat tinha consciência da infortunada época em que vivia, mas tinha outras razões, além das agruras da vida de seus contemporâneos, para a aflição e o desconsolo. E não podia fechar os olhos para elas, pois as carregava no seu corpo: ele nascera raquítico e deforme; adulto, mal conseguia andar e escrevia com dificuldade, de mirrados que eram os dedos das suas mãos…

Foi no fundo de todas as misérias, as próprias e as alheias, que a alma de Frei Contrat elevou à Rainha dos céus essa maravilhosa prece, carregada de sofrimento e esperança, que é a “Salve Rainha”. Mas, se foi capaz de fazê-lo foi porque, no mais íntimo de seu ser cintilava, sobre a paisagem desolada do mundo, a figura esplendorosa e amável da Mãe de Jesus… Contam que, no dia do seu nascimento, ao constatarem o raquitismo e mal formação do bebê, seus pais caíram em prantos. Sua mãe Miltreed, mulher muito piedosa, ergueu-se então do leito e, lá mesmo, consagrou o menino à Mãe de Deus. Consagrado a Ela, foi educado no amor e na confiança em relação à Ela. E foi com essa bagagem na alma que anos mais tarde foi levado (de liteira, pois continuava sendo um deficiente físico) até o mosteiro de Reichenan, onde com o tempo chegou a ser mestre dos noviços, pois o que tinha de inapto seu corpo, tinha de perspicaz seu espírito.

Quando veio a ser conhecida pelos fiéis a “Salve Rainha” teve um sucesso enorme e logo era rezada e cantada por toda parte. Um século mais tarde, ela foi cantada também na catedral de Espira, por ocasião de um encontro de personalidades importantes, entre elas, a do imperador Conrado e a do famoso São Bernardo, conhecido como o “cantor da Virgem Maria”, pelos incendidos louvores que lhe dedicava nos seus sermões e escritos (ele foi um dos primeiros a chamá-la de “Nossa Senhora”). Dizem que foi nesse dia e lugar que, ao concluir o canto da “Salve Rainha” (cujas últimas palavras eram “mostrai-nos Jesus, o bendito fruto do vosso ventre”), no silêncio que se seguiu, ouviu-se a voz potente de São Bernardo que, num arrebato de entusiasmo pelo mãe do Senhor, gritou, sozinho, no meio da catedral: “ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria”… E a partir dessa data estas palavras foram incorporadas à “Salve Rainha” original.

Nos quase mil anos que se passaram desde que Herman Contrat compôs a “Salve Rainha” uma multidão incontável de fiéis tem se identificado como os sentimentos que ela expressa, vivendo desde sua aflição a doce esperança que inspira sempre a figura amável e amada da Mãe do nosso Salvador.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Eis aí tua mãe

E Nossa Senhora nos protege? Ah, se nos protege!... Pra começar ela é mãe. Mãe de Jesus e nossa. Na cruz ele disse ao discípulo: “Eis aí tua mãe”. E o que é que a mãe faz? Gerar é uma vez só. Mas velar, cuidar do filho, preocupar-se com ele, sofrer por ele, sacrificar-se por ele... é a vida toda. É isto que faz a mulher ser mãe. É mais do que gerar biologicamente. É amar, e assim gerar espiritualmente o filho.

E Maria é mãe. Mãe de verdade, mãe dos irmãos do seu Jesus, único gerado nas suas entranhas. Foi Jesus quem nos abriu as portas da Casa do Pai. Na Casa de tantas moradas, nos introduziu, resgatando-nos com o preço pago por sua própria morte na cruz. E é a própria cruz o lugar da maternidade espiritual de Maria. “Eis aí o teu fiho”. No tempo que ainda viveu na casa de seu novo filho João, ela amou cada discípulo e cada discípula de Jesus como filho ou filha. Amou, apoiou, aconselhou, ensinou tantas coisas. Abriu seu coração para narrar as grandes coisas que o Senhor fez na vida de sua humildade servidora.

Ah, ela levou a sério o testamento da cruz: “Mulher, eis aí teu filho”. E João também levou a sério o último pedido do Mestre: “Filho, eis aí tua mãe”. O jovem discípulo a levou para casa, cuidou dela, consolou-a, velou pela mãezinha do Mestre até o dia em que o Pai a chamou para tomar parte na glória de Jesus. E na glória, coroada como rainha do céu e da terra, a mãe da Igreja nascente continuou velando pela sua casa, pelos seus filhos, protegendo-os, confortando-os, acompanhando-os a cada passo. Se aqui a gente pode fazer alguma coisa pelos outros, mais ainda podemos realizar ao lado do trono daquele que É e tudo pode.

É assim que cada filho pode testemunhar hoje que experimenta cada dia o carinho e a proteção da Senhora mãe de Jesus e nossa. Foi assim que filhos humildes e santos falaram dela: um João Bosco ensinando seus meninos a invocá-la como Auxiliadora; um Domingos, ensinando o povo a honrá-la como rosário; um José Keneth inflamando as famílias cristãs a confiarem na mãe e rainha três vezes admirável; as crianças de Fátima apontando-a como consolo dos pecadores; Luiza de Marilac falando de sua proteção milagrosa; tantos, tanta gente... testemunhando que esta mãe está sempre por perto, protegendo, abençoando, auxiliando seus filhos e filhas neste vale de lágrimas.

E Nossa Senhora nos protege. Ora, se nos protege... Quem já viu uma mãe ficar de braços cruzados quando vê seus filhos sofrendo, angustiados ou em situações difícieis. A única diferença é que esta mãe não nos assiste impotente. Ela está ao lado de quem tudo pode e para quem um simples olhar seu já é ordem. Não só porque ele, o filho, é o próprio Deus, mas também porque verdadeiramente ama sua mãe santa e nos ama, a nós pecadores, seus irmãos e irmãs. Maria, nossa mãe, verdadeiramente nos protege.



Pe João Carlos Ribeiro, sdb

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Nossa Senhora Auxiliadora



“Auxiliadora, Virgem Formosa,
dos pequeninos, Mãe dadivosa,
de mil tormentas entre o furor,
teus filhos salva, astro de amor.

O Arcanjo Gabriel ao levar a mensagem de Deus à Virgem Maria, apenas trocou um paraíso por outro. A alma de Maria era como um oceano de graça quase sem praias, sem horizontes, sem limites.
A Virgem Maria é como um precioso diamante cravado na aliança entre Deus e os homens, anunciando as núpcias do céu com a terra.
Durante o diálogo da Anunciação do Anjo Gabriel com a Virgem Maria, um silêncio se fez no céu, a Trindade Santissima com toda a corte celeste aguardava, ansiosa, a resposta da jovem Maria, e ao ouvirem o seu sim, trombetas anunciaram com grande júbilo da obediência e a vitória da mulher sobre a serpente. O Salvador estava para chegar; a humanidade ganhava uma poderosissima auxiliadora, a Virgem concebida sem pecado, a Arca da Nova Aliança, o Primeiro Sacrário de Jesus na terra.

A Auxiliadora

Os antigos romanos chamavam “Auxilia” as tropas aliadas que combatiam com suas legiões. Assim o nome “Auxilia”, evoca lutas em campos de batalha, onde a vida se pode tornar heroismo em defesa de um ideal.
A Igreja aqui na terra é também uma milicia; e os cristãos lutam pela defesa e pela propagação da fé. Nossa Senhora é o seu auxílio no combate e é terrivel com um exército em ordem de batalha.
No século XVI, foi ameaçador o dominio do Mediterrâneo pela força naval dos Turcos.
O Papa São Pio V conseguiu unir a Espanha com Veneza, sob o comando de João da Áustria e, em 1571 no Estreito de Lepanto, destrui-se totalmente a força naval da Turquia. Durante a batalha o Papa rezava, com toda a sua corte, o rosário de Nossa Senhora. Depois da vitória, o Papa São Pio V, mandou incluir a Ladainha Lauretana a invocação de Maria “Auxílio dos Cristãos”.
Napoleão Bonaparte deportou o Papa Pio VII de Roma, que ficou prisioneiro na França entre 1809-1814. Tendo experimentado o poderoso auxílio da Mãe de Deus, quando recuperou a liberdade, Pio VII decretou a celebração da festa com o título Auxílio dos Cristãos, no dia 24 de maio do Ano Litúrgico.
O Papa Pio IX exaltou a figura de Maria quando promulgou o dogma da Imaculada Conceição(Ineffabilis Dei, 1854) com estas palavras: “Maria é fidelíssima auxiliadora e poderosissima mediadora e reconciliadora de toda terra junto a seu Filho Unigênito”
A invocação “Auxílio dos Cristãos” é a forma pública e social da mediação que a Santissima Virgem exerce não só a favor de pessoas, instituições e países, mas tambem para o bem de toda a Igreja Católica e do Santo Padre o Papa, principalmente nos momentos mais trágicos da humanidade e nos períodos mais dificéis da Santa Igreja


“A Auxiliadora de Dom Bosco” (1815-1888) 

São João Bosco, desde o colo materno, nutria pela Virgem Maria, uma devoção filial e de total confiança. Aos nove anos tem um sonho profético de sua missão, em que o próprio Cristo lhe diz: “Eu te darei a mestra, sob cuja doutrina podes tornar-te sábio, e sem a qual todo o saber torna-se estultice”.
São João Bosco colocou a invocação Auxilio dos Cristãos, sob o titulo de Nossa Senhora Auxiliadora, no centro da espiritualidade de suas congregações recém-fundadas.
Dom Bosco, homem de sonhos e de uma visão de futuro sem par! Dom Bosco homem de oração e trabalho, incansável pela salvação de almas, pelo bem –estar e o crescimento integral de seus jovens, religioso que acreditou na juventude e por ela gastou sua existência.
Dom Bosco nada atribuía à si mesmo, e sempre dizia: “Foi Maria quem tudo fez!”
O Papa Pio IX em 1868 escrevia a Dom Bosco, em ocasião da consagração do Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora, exaltando o patrocínio de Maria sobre a Igreja e o Pontificie.
O João XXIII recorria a “Maria Auxiliadora” e a invocava no discurso inaugural do Concílio Ecumênico Vaticano II. O mesmo fez Paulo VI.
À todos que recorriam a Dom Bosco em suas dificuldades e ele com uma confiança inigualável, recomendava a novena a Virgem Auxiliadora que constitia de 3 Pai-Nossos, 3 Ave-Marias, 3 Glórias ao Pai, acrescentando a Jaculatória: “Graças e louvores se dêem a todo momento, aos Santissímo e Divinissimo Sacramento, 3 Salve-Rainhas, acresentando a invocação: Maria Auxiliadora dos Cristãos, rogai por nós, durante nove dias, e oferecer alguma colaboração para obras caritivas.”
Na Basílica o maior monumento é a belíssima pintura sobre o altar-mor, com sete metros de altura por quatro de largura, do pintor Lorenzone, ladeada por uma bela moldura dourada. Nela a Virgem Auxiliadora é representada em toda a sua realeza ladeada pelos Apóstolos e Evagengelhistas.
A Associação de Maria Auxiliadora fundada por S.João Bosco “para promover a veneração do Santissimo Sacramento e a devoção a Maria Auxílio dos Cristãos” canonicamente ereta no santuario de Maria Auxiliadora de Turim, no dia 18 de Abril de 1869 e ereta em Arquiconfraria por Sua Santidade o Papa Pio IX no dia 5 de Abril de 1870, pertence a familia Salesiana.
A Igreja espalhada pelo mundo inteiro, recorre à Virgem Auxiliadora dos Cristãos, os fiéis recorrem à Mãe em suas necessidade e no céu ela não deixa de interceder por todos junto ao coração de seu Filho Jesus.
Louvo e agradeço a Deus pela familia Salesiana presente em Itajai, no Colégio Salesiano, Parque e Paróquia Dom Bosco e as filhas de Maria Auxiliadora, do Lar Pe. Jacó, que mantém acesa a chama de tão singular devoção.

Paz e Bem

Márcio Antônio Reiser O.F.S

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