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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Milagre Eucarístico de Lanciano

"...Tomai e comei, isto é meu corpo..." (Mt 26, 26)


Há mais de 12 séculos deu-se grande e prodigioso milagre eucarístico na Igreja Católica. Por volta dos anos 700, na cidade italiana de Lanciano, viviam no mosteiro de São Legoziano os Monges de São Basílio e entre eles havia um que se fez notar mais por sua cultura mundana do que pelo conhecimento das coisas de Deus. Sua fé parecia vacilante, e ele era perseguido todos os dias pela dúvida de que a hóstia consagrada fosse o verdadeiro Corpo de Cristo e o vinho o Seu verdadeiro Sangue.

Mas, a Graça Divina nunca o abandonou, fazendo-o orar continuamente para que esse insidioso espinho saísse do seu coração. Foi quando, certa manhã, celebrando a Santa Missa, mais do que nunca atormentado pela sua dúvida, após proferir as palavras da Consagração, ele viu a hóstia converter-se em Carne viva e o vinho em Sangue vivo. Sentiu-se confuso e dominado pelo temor, diante de tão espantoso milagre, permanecendo longo tempo transportado a um êxtase verdadeiramente sobrenatural. Até que, em meio a transbordante alegria, o rosto banhado em lágrimas, voltou-se para as pessoas presentes e disse:

"Ó bem-aventuradas testemunhas diante de quem, para confundir a minha incredulidade, o Santo Deus quis desvendar-se neste Santíssimo Sacramento e tornar-se visível aos vossos olhos. Vinde, irmãos, e admirai o nosso Deus que se aproximou de nós. Eis aqui a Carne e o Sangue do nosso Cristo muito amado!".

A estas palavras os fiéis se precipitaram para o altar e começaram também a chorar e a pedir misericórdia. Logo a notícia se espalhou por toda a cidade, transformando o Monge num novo Tomé.

A Hóstia-Carne apresentava, como ainda hoje se pode observar, uma coloração ligeiramente escura, tornando-se rósea se iluminada pelo lado oposto, e tinha uma aparência fibrosa; o Sangue era de cor terrosa (entre amarelo e ocre), coagulado em cinco fragmentos de forma e tamanho diferentes.

Serenada a emoção de que todo o povo foi tomado, e dada aos Céus as graças devidas, as relíquias foram agasalhadas num tabernáculo de marfim, mandado construir pelas pessoas mais credenciadas do lugarejo.

A partir de 1713, até hoje, a Carne passou a ser conservada numa custódia de prata, e o Sangue, num cálice de cristal.

Aos reconhecimentos eclesiásticos do Milagre, a partir de 1574, veio juntar-se o pronunciamento da Ciência moderna através de minuciosas e rigorosas provas de laboratório. Foi em Novembro de 1970 que os Frades Menores Conventuais, sob cuja guarda se mantém a Igreja do Milagre (desde 1252 chamada de São Francisco), decidiram, devidamente autorizados, confiar a dois médicos, de renome profissional e idoneidade moral, a análise científica das relíquias. Para tanto, convidaram o Dr. Odoardo Linoli, Chefe do Serviço dos Hospitais Reunidos de Arezzo e livre docente de Anatomia e Histologia Patológica e de Química e Microscopia Clínica, para, assessorado pelo Prof. Ruggero Bertelli, Prof. Emérito de Anatomia Humana Normal na Universidade de Siena, proceder aos exames.

Após alguns meses de trabalho, exatamente a 4 de março de 1971, os pesquisadores publicaram um relatório contendo os resultados das análises:

•A Carne é verdadeira carne.
•O Sangue é verdadeiro sangue.
•A Carne é do tecido muscular do coração (miocárdio, endocárdio e nervo vago).
•A Carne e o Sangue são do mesmo tipo sangüíneo (AB) e pertencem à espécie humana.
•Coincidência extraordinária: É o mesmo tipo de Sangue (AB) encontrado no Santo Sudário de Turim.
•Espanta: trata-se de carne e sangue de uma Pessoa Viva, vivendo atualmente, pois que esse sangue é o mesmo que tivesse sido retirado, naquele mesmo dia, de um ser vivo.
•No sangue foram encontrados, além das proteínas normais, os seguintes minerais: cloretos, fósforo, magnésio, potássio, sódio e cálcio.
•A conservação da Carne e do Sangue, deixados em estado natural por 12 séculos e expostos à ação de agentes atmosféricos e biológicos, permanece um fenômeno extraordinário.

E antes mesmo de redigirem o documento sobre o resultado das pesquisas, realizadas em Arezzo, os Doutores Linoli e Bertelli enviaram aos Frades um telegrama nos seguintes termos: "E o Verbo se fez Carne!"

É assim que o milagre de Lanciano, desafiando a ação do tempo e toda a lógica da ciência humana, se apresenta aos nossos olhos como a prova mais viva e palpável de que o "Comei e bebei todos vós, isto é o meu Corpo que é dado por vós", mais do que uma simples simbologia, como possa parecer, é o sinal divino de que no Sacramento da Comunhão está o alimento de nosso espírito, da nossa fé, da nossa esperança nas Promessas de Cristo, para a nossa salvação:

"Aquele que come a minha carne e bebe o meu Sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia". (Jo 6, 54)

Ciência põe à prova o Milagre Eucarístico de Lanciano

sábado, 25 de setembro de 2010

Banquete do Cordeiro - Toca de Assis



 
Em minha vida não há
Momento mais lindo que o de comungar
Teu Corpo e Teu Sangue, Senhor
Na terra, celeste refeição
Em Teu Sacríficio no Altar
Tu vens deste mesmo me alimentar
Como poderei, oh Deus
Não dar-Te o meu coração?


Pois em minha vida não há
Momento mais lindo que o de comungar
Fizeste-me enxergar com os olhos da alma
A Tua consagração
Explêndida visão
Que perdura na terra a comunhão

Jesus!
Quero sempre mais adorar-Te, Senhor
Viver Teu Mistério com todo o ardor
Pois encontrar-Te em Teu Altar
É encontrar-me a mim
É minha razão de viver, de cantar,
De sorrir, de chorar!
De entregar minha vida
Na Tua Santa Missa
E receber Tua Salvação
Pois aqui se atualiza no tempo eterno
Tua morte e ressurreição


Santíssimo Corpo
Deus Sacramento
Faça-se em mim o Teu querer
Santíssimo Sangue
Ardente alimento
Manancial da salvação
Sangue que jorra do Teu aberto Coração

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Fica Senhor comigo - Oração do Padre Pio de Pietrelcina - Música: Celina Borges



Fica Senhor comigo,
preciso da Tua presença
para não te ofender.
Sabes quão facilmente
sou fraco e te abandono
preciso de Ti para não cair.

Fica Senhor comigo,
se queres que eu Te seja fiel.
Seja-me aquele abrigo
pois embora minh’alma,
muito pobrezinha,
deseja ser pra Ti
Lugar de consolação,
carinho e adoração.
Um ninho de amor então
quietude e profunda oração.

Não peço o que não mereço,
mas tua presença ó Deus quero ter.
Fica Senhor comigo, para que eu ouça a Tua voz...
Fica Senhor comigo, fica meu grande amigo (2x)

Tu és minha luz, sem Ti ando nas trevas...
Fica Senhor, para me dar a conhecer a Tua vontade.

Fica Senhor comigo, fica meu grande amigo.
Minh’alma é tão pobrezinha, seja meu único abrigo.
Quero sua companhia, muito preciso ouvir-te Senhor,
Tanto desejo amar-te, fica meu grande amor.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Sacramento da Eucaristia


Jesus disse: “Eu sou o Pão Vivo descido do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. Quem come minha carne e bebe meu sangue tem vida eterna, permanece em mim e Eu nele” (Jo 6, 51.54.56).


A Eucaristia é o coração e o ápice da vida da Igreja, pois nela Cristo associa sua Igreja e todos os seus membros a seu sacrifício de louvor e de ação de graças oferecido uma vez por todas na Cruz a seu Pai; por seu sacrifício Ele derrama as graças da salvação sobre o seu Corpo, que é a Igreja. A Celebração Eucarística comporta sempre: a proclamação da Palavra, a ação de graças a Deus Pai por todos os seus benefícios, sobretudo pelo dom de seu Filho, a consagração do Pão e do Vinho e a participação no banquete litúrgico pelo recebimento do Corpo e do Sangue do Senhor. Estes elementos constituem um só e mesmo ato de culto.
A Eucaristia é o memorial da Páscoa de Cristo: isto é, da obra da salvação realizada pela Vida, Morte e Ressurreição de Cristo, obra esta tornada presente pela ação litúrgica. É Cristo mesmo, sumo sacerdote eterno da nova aliança, que, agindo pelo ministério dos sacerdotes, oferece o sacrifício eucarístico. E é também o mesmo Cristo, realmente presente sob as espécies do pão e do vinho, que é a oferenda do Sacrifício Eucarístico.
Só os sacerdotes validamente ordenados podem presidir a Eucaristia e consagrar o pão e o vinho para que se tornem o Corpo e o Sangue do Senhor. Os sinais essenciais do Sacramento Eucarístico são o pão de trigo e o vinho de uva, sobre os quais é invocada a bênção do Espírito Santo, e o sacerdote pronuncia as palavras da consagração ditadas por Jesus durante a Última Ceia: “Isto é o meu Corpo entregue por vós, este é o cálice do Meu Sangue”.



Por meio da consagração opera-se a transubstanciação do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Cristo. Sob as espécies consagradas do pão e do vinho, Cristo mesmo, vivo e glorioso, está presente de maneira verdadeira, real e substancial, seu Corpo e seu Sangue, com sua Alma e sua Divindade.
Enquanto sacrifício, a Eucaristia é também oferecida em reparação dos pecados dos vivos e dos mortos, e para obter de Deus benefícios espirituais e temporais. Quem quer receber a Cristo na comunhão eucarística deve estar em estado de graça. Se alguém tem consciência de ter pecado mortalmente, não deve comungar a Eucaristia sem ter recebido previamente a absolvição no sacramento da penitência.
A santa comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo aumenta a união do comungante com o Senhor, perdoa-lhe os pecados veniais e o preserva dos pecados graves. A Igreja recomenda vivamente aos fiéis que recebam a Santa Comunhão quando participam da celebração da Eucaristia; impõe-lhes a obrigação de comungar ao menos uma vez por ano.
Visto que Cristo está realmente presente no Sacramento do altar, é preciso honrá-lo com um culto de adoração. A visita ao Santíssimo Sacramento é uma prova de gratidão, um sinal de amor e um dever de adoração para com Cristo, nosso Senhor. Tendo Cristo passado deste mundo ao Pai, dá-nos na Eucaristia o penhor da glória junto dele: a participação no santo sacrifício nos identifica com seu coração, sustenta as nossas forças ao longo da peregrinação desta vida, faz-nos desejar a vida eterna e nos une à Igreja do Céu, à santa Virgem Maria e a todos os santos.



“Daqui do meu lugar, eu olho teu altar,
e fico a imaginar aquele pão aquela refeição,
partiste aquele pão e o deste aos teus irmãos,
criaste a religião do Pão do Céu
do Pão que vem do Céu”

(Daqui do meu lugar - Padre Zezinho, scj)

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