sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Luz, câmera, ação!

No espetáculo da vida nós, personagens, temos nos perdido em tantos papéis... vamos vestindo máscaras e figurinos diversificados em cada cenário que atuamos, nos distanciando cada vez mais de quem somos, perdendo o que temos de mais precioso: a beleza inicial, a autenticidade, a originalidade, a essência.

No grande palco dos mascarados, nossas atuações não podem ser contrários aos scripts escritos pelos diretores de cena que manipulam tudo conforme lhes convém... temos medo da exclusão, da solidão... não queremos perder nossos papeis, mas também não fazemos questão de sermos nós mesmos.

Nossos princípios permanecem adormecidos em nossos corações, como canções que ficam gravadas em nossas memórias, trilhas sonoras de sonhos, esperança de dias melhores. Mas o medo e a melancolia são mais fortes, e as habituais máscaras nos são apresentadas como muito confortáveis e prazerosas.

Procuramos outros palcos e cenários, fazemos teste de elenco, procuramos nos olhos da platéia a coragem para sermos verdadeiramente quem somos, mas as tramas da face nos deixam sempre prontos pra mentir, tão naturalmente como as farsas de um palhaço, que pinta o rosto para não mostrar as dores que sente nem a essência que guarda.

E diante do Grande Diretor do nosso espetáculo, a Verdade acende a Sua Luz... não dá pra mais pra fingir nem ocultar as verdades que estão em nós... as fantasias se dissolvem e todas as máscaras se desprendem dos rostos... os ensaios terminam, e somos convidados a atuar como protagonistas deste grande ato.

Pra sermos felizes nesta cena precisamos ser quem somos, abandonando-nos nas mãos do Grande Autor que criou cada personagem de forma primorosa. A trilha sonora começa a tocar nossas antigas canções, guardadas há tanto tempo, mas que agora brotam cheias de alegria e fazem os demais personagens acordarem, descobrindo que ainda há muito a ser feito... e unidos nesta grande ciranda chegaremos com sucesso ao fim deste maravilhoso espetáculo: sem máscaras no rosto, sem máscaras no coração... as cortinas se fecham ao final de tudo. Aplausos à vida.

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